quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Uma breve explanada sobre a representatividade feminina no mundo nerd


Como estamos no caminho para um mundo mais igualitário.
(Comecei a escrever este texto no dia em que saiu a notícia da nova Doctor, porém, eu não tenho o mínimo de disciplina e não terminei de escrevê-lo no mesmo dia ou semana ou mês né nom? Então venho agora tentando não estar muito atrasada no assunto e compartilhar um pouco da minha opinião)
Se você é iniciado no mundo nerd deve ter ouvido falar da mais última novidade: o novo Doctor é uma mulher. Isso mesmo, depois de mais de 50 anos de série e 12 encarnações finalmente uma Doctor. Eu fiquei muito feliz com a notícia, pois cada vez mais vejo que as mulheres estão tendo mais espaço dentro do mundo nerd. Sei que ainda tem muita coisa errada e para problematizar, mas esse texto é para comemorar a evolução que conseguimos em todos esses anos. Algumas coisas que muitas vezes sao vistas como pequenas , mas tem um significado enorme.
Dia desses me deparei com a notícia de que iríamos ter o primeiro filme, Uma Dobra no Tempo, a ser dirigido por uma mulher negra com orçamento de mais de 100 milhões. Pode passar batido, mas eu fiquei muito feliz quando vi que iria ter um filme assim, pensa em quantas meninas no futuro vão se inspirar nessa mulher e seguir a carreira de cineasta, por causa dela. Esse ano tivemos a surpresa boa Mulher Maravilha. Não só sendo o filme que destaca as mulheres, mas também vindo como salvador da DC nas telonas. Por trás das câmeras mulheres e na frente dela tendo mais visibilidades mulheres também, por que nao? No caso de Uma Dobra no Tempo ainda mais importante por trazer uma menina negra para frente das câmeras. Quantas meninas já não se viram desmotivadas a fazer coisas porque parecia que não existia alguém como elas fazendo aquilo, mas esses filmes mostram que elas podem sim explorar o espaço e ser super heroínas.
Uma outra notícia que também me deixou feliz ao ver foi uma sessão de perguntas e respostas de um jogo chamado League of Legends. Nele o funcionário da empresa dizia que não iria fazer personagens sensuais só por serem sensuais e só fariam se tivesse um contexto. Para quem é mais mente aberta pode parecer até uma coisa normal a se pensar, mas se tratando do mundo machista que é o mundo gamer isso é um avanço. Os jogos que temos mais jogado é League of Legends e Overwatch e os dois estão ficando de parabéns em questão de representatividade feminina. Overwatch tem personagens como Tracer, uma garota magricela e lesbica, Symmetra, uma jovem negra e autista, Zarya, uma halterofilista, Ana, uma velha soldado, Mei, uma possivel gordinha, Mercy, uma jovem dentro dos padrões. Elas nos mostram que existem sim diferentes tipos de mulheres e elas convivem no mesmo ambiente muito bem. No LOL ainda estamos vendo personagens como Ilaoi vindo por aí, mas já saímos do estereótipo de menina magrinha e de cabelos lisos. Espero mesmo que um dia possamos ver toda a pluralidade de corpos que vemos no nosso dia a dia nos jogos, assim teremos um mundo mais palpável e abrangente.

Um comentário:

  1. Representatividade continua sendo importante e é legalzíssimo que não tenha sido "só uma onda" das empresas ou da mídia, mas tenha gente brotando em todos os cantos pra representar a existência das mulheres, isso é lindão de se ver!
    Naaaaami, obg por dizer que escreveu pensando em mim e na Paula, meu core ficou quentinho de feliz, sos <3

    te amo e espero pra você o melhor que pode fazer aqui na Terra - ser amada e continuar escrevendo, se se sentir bem com isso.
    até!

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