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terça-feira, 30 de maio de 2017

Delicadeza



delicadeza
ê/
substantivo feminino
1.
qualidade, atributo do que é delicado.
2.
constituição física ou material frágil, delgada, fina.
"a d. de uma taça de cristal"

Ah a fragilidade humana, seja física ou emocionalmente, se tem algo que o ser humano é, é frágil. Mas como lidamos com isso? Depende muito do nosso sexo pra inicio de conversa, se somos do sexo feminino isso é visto como uma qualidade, se formos do sexo masculino um defeito, li em algum lugar que “Delicadeza é um defeito maravilhoso, é gentileza refinada.” . No último ano eu lidei com pessoas delicadas e digo que é uma experiência diferente, é como conversar com um monge às vezes. Mas a convivência com elas também me trouxe algo: medo. Quando você compra um bonsai você não o trata como você trata o seu pinheiro, você tem todo um cuidado para com elas e isso também se adequa as pessoas. Mas nas últimas horas fui questionado até que ponto isso seria saudável, guardar uma pessoa num potinho para que ela não quebre a cara. Eu estaria disposta a guardar certas pessoas em um potinho e manter ela longe do máximo de mal possível. Estou errado em faze-lo? Talvez sim, mas esse é meu jeito. Eu me importo e quero que a minha taça de cristal se mantenha intacta. Claro que todo ser humano não é um objeto e assim como alguém que toca violão os dedos devem calejar, a vida é um belo violão a ser tocado, mesmo que você não leve jeito nenhum com violões.Mas quando vc cuida de alguém com dedos delicados que está disposto a aprender violão, como fazer? Seria o cuidado com essa pessoa realmente se importar ou seria isso pura preservação de algo que no fundo não lhe ajuda? Se ela não calejar os dedos nunca poderá tocar, ou seja, se sempre for delicada, talvez nunca tenha a oportunidade de viver plenamente. Será que evitar a dor é a única maneira de cuidar de alguém? Não poderíamos aprender uma maneira nova de nós importar? Eu acho que tudo na minha vida acaba em As Vantagens de Ser Invisível, mas podemos usar aqui o exemplo de Charlie, um garoto delicado, que vivencia muitas coisas difíceis, mas que com a ajuda de amigos consegue ainda continuar delicado e aprender a lidar com toda essa coisa de tocar violões e vida.
Creio que no fim é como uma fogueira, devemos manter uma distância em que ela nos esquenta, mas que não nos queime.